Trovão, troveje!
Chuva, chova!
Morte, morra!
Amor, não demore!
Vida, clame!
Chama queime!
Eu? ame!
Gláucia Carvalho
13.outubro.2011
Já há tempos escrevo num lugar ou outro, mtas vezes escondidos em gavetas,cadernos,guardanapos,coisas do meu dia-a-dia.Algumas pessoas que em algum momento se indentificaram comigo e acharam interessante eu tentar juntar tudo num lugar só acabaram por me convencer. Espero aqui dizer exatamente o q sou,como sou e como sonho que a vida seja para todos cheia de paz graça e muito humor.Minha frase de praxe é, muito sincera: um beijo n'alma de tantos quantos vierem aqui.Sempre, Gláucia
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Calmaria
Tempestade lá fora
Parece que o universo conspira
O meu ser quase não respira
O instante de agora.
Mas embora pareça distante
O socorro em mim interfere
Mesmo achando-me no último suspiro
O consolo que ao Santo confere,
Me deságua por rio tranquilo
Sinto a calma do Pai sendo filho,
Sinto o gosto do ai ir embora
Calmaria dentro em mim, aqui e agora!
Gláucia Carvalho
(final de 2010)
Dedicado ao meu irmão Rogério
Parece que o universo conspira
O meu ser quase não respira
O instante de agora.
Mas embora pareça distante
O socorro em mim interfere
Mesmo achando-me no último suspiro
O consolo que ao Santo confere,
Me deságua por rio tranquilo
Sinto a calma do Pai sendo filho,
Sinto o gosto do ai ir embora
Calmaria dentro em mim, aqui e agora!
Gláucia Carvalho
(final de 2010)
Dedicado ao meu irmão Rogério
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Poetas
Depois de tanto ler exaustiva,
Os poetas que de poetas exalam melancolia,
Entendi que a pretensão de ser como eles,
Nos custa gestacionar a poesia.
E com ela todas as dores e agruras,
De uma mãe que se doa até o limiar,
Onde fica o sorriso da criatura,
Onde mora o eterno chorar.
Pois aquilo que já findo não tem volta,
Tenho certeza de que muito poeta se arrependeu,
De ter escrito em obra de arte,
O que era só seu mas que infortunamente, nasceu.
Gláucia Carvalho
6.10.2011
Os poetas que de poetas exalam melancolia,
Entendi que a pretensão de ser como eles,
Nos custa gestacionar a poesia.
E com ela todas as dores e agruras,
De uma mãe que se doa até o limiar,
Onde fica o sorriso da criatura,
Onde mora o eterno chorar.
Pois aquilo que já findo não tem volta,
Tenho certeza de que muito poeta se arrependeu,
De ter escrito em obra de arte,
O que era só seu mas que infortunamente, nasceu.
Gláucia Carvalho
6.10.2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Extrema beleza
Incompreensível, irresistível
Incompatível com a capacidade humana
Este som que do celeste emana
Por mãos, pés, boca mortal
Sabe-se lá de onde vem tanta harmonia rara
Tanta melodia cara
Que é impossível estimar-lhes valor
De onde vem se não de um coração sensível
Aquilo que é pra alguns imperceptível
Se imacula, pra ser em forma de som, a própria dor
Por ser em forma de dom o próprio amor
Se torna santo, sacro, reverenciado
Por ser a dor e amor de uns, por outros amado
Que sorriem ou choram, se revelam, adoram
Complicam, explicam, deliram
Conforme sentiu o autor
Que é só coração quando cria
Que não imagina que sua graça e poesia
Vai arrancar mais suspiros que possa supor
Vai arrebatar corações, com sofrimento e prazer
Com doçura e tanta vida, que autor e ouvinte se fundem e
confundem
Se aquilo é mais vida, ou se já é hora de morrer!!
Gláucia Carvalho (ouvindo Mike Stern)
25.2.2003
Incompatível com a capacidade humana
Este som que do celeste emana
Por mãos, pés, boca mortal
Sabe-se lá de onde vem tanta harmonia rara
Tanta melodia cara
Que é impossível estimar-lhes valor
De onde vem se não de um coração sensível
Aquilo que é pra alguns imperceptível
Se imacula, pra ser em forma de som, a própria dor
Por ser em forma de dom o próprio amor
Se torna santo, sacro, reverenciado
Por ser a dor e amor de uns, por outros amado
Que sorriem ou choram, se revelam, adoram
Complicam, explicam, deliram
Conforme sentiu o autor
Que é só coração quando cria
Que não imagina que sua graça e poesia
Vai arrancar mais suspiros que possa supor
Vai arrebatar corações, com sofrimento e prazer
Com doçura e tanta vida, que autor e ouvinte se fundem e
confundem
Se aquilo é mais vida, ou se já é hora de morrer!!
Gláucia Carvalho (ouvindo Mike Stern)
25.2.2003
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Reflexos
Não sei o que me sinto
E se sinto eu não me sei
Quero voltar novamente
Ao lugar em que me achei.
Pois aonde eu fui pedida
Minha alma se escondeu
Continuo ainda perdida,
A pensar se eu sou mesmo eu.
Aparecem no reflexo do espelho,
Os flashes do que poderia ter sido
Mas o que não reconheço em mim
Ofusca o meu eu perdido.
Gláucia Carvalho
9.setembro.2011
E se sinto eu não me sei
Quero voltar novamente
Ao lugar em que me achei.
Pois aonde eu fui pedida
Minha alma se escondeu
Continuo ainda perdida,
A pensar se eu sou mesmo eu.
Aparecem no reflexo do espelho,
Os flashes do que poderia ter sido
Mas o que não reconheço em mim
Ofusca o meu eu perdido.
Gláucia Carvalho
9.setembro.2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Divago
Os tempos divergem vagos,
Nada diferente debaixo deste sol,
Como espigas de milho no paiol
Nos amontoamos anônimos de nós mesmos.
E cada qual com seu umbigo,
Escuta só o que quer ser ouvido,
Fala só o que quer falar,
Abstraídos de outro ouvido, de outro olhar.
Eu divago vaga e impotente,
Não entendo esta gente,
Que não pensa noutra gente!
E eu divago devagar e sempre,
Não nasci para este mundo louco,
Daqui quero só o meu pouco
E necessário pão de cada dia.
Também quero a flor viva e a poesia,
Meus rebentos alentados pela alegria
De como eu, saberem-se inadequados,
Nesta terra, mas por Deus guardados.
Divago vagamente sobre a semente,
Aquela que pra nascer novamente,
Necessita morrer.
Certamente frondosa e frutífera árvore,
Dará à terra como exemplo,
De que nesta nossa história,
Vivemos o aqui e agora,
Mas nosso presente presente,
Já é viver de glória em glória!
Gláucia Carvalho
26.agosto.2011
Nada diferente debaixo deste sol,
Como espigas de milho no paiol
Nos amontoamos anônimos de nós mesmos.
E cada qual com seu umbigo,
Escuta só o que quer ser ouvido,
Fala só o que quer falar,
Abstraídos de outro ouvido, de outro olhar.
Eu divago vaga e impotente,
Não entendo esta gente,
Que não pensa noutra gente!
E eu divago devagar e sempre,
Não nasci para este mundo louco,
Daqui quero só o meu pouco
E necessário pão de cada dia.
Também quero a flor viva e a poesia,
Meus rebentos alentados pela alegria
De como eu, saberem-se inadequados,
Nesta terra, mas por Deus guardados.
Divago vagamente sobre a semente,
Aquela que pra nascer novamente,
Necessita morrer.
Certamente frondosa e frutífera árvore,
Dará à terra como exemplo,
De que nesta nossa história,
Vivemos o aqui e agora,
Mas nosso presente presente,
Já é viver de glória em glória!
Gláucia Carvalho
26.agosto.2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Viagem
E de tanto voltar
De onde jamais fui
Comecei a acreditar
Que nenhum lugar se exclui.
Mesmo quando vou
E voltando "viajada"
Trago lembranças aos meus
Pequenos objetos de nada.
O que importa é que sonho
E se sonho dormindo ou acordada,
Já não preciso de passaporte
Tenho em mim grande sorte
De sair mesmo ficando.
De partir mesmo estando.
E então desejar que de "lás"
Estou novamente voltando.
Gláucia Carvalho
8.8.2011
De onde jamais fui
Comecei a acreditar
Que nenhum lugar se exclui.
Mesmo quando vou
E voltando "viajada"
Trago lembranças aos meus
Pequenos objetos de nada.
O que importa é que sonho
E se sonho dormindo ou acordada,
Já não preciso de passaporte
Tenho em mim grande sorte
De sair mesmo ficando.
De partir mesmo estando.
E então desejar que de "lás"
Estou novamente voltando.
Gláucia Carvalho
8.8.2011
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