sábado, 25 de fevereiro de 2017

"Anja"

De redomas , em redomas
Onde escondo minha dor,
Aparecem anjos tantos,
Proteção em meu favor.

Não preciso dizer muito,
Minha "anja" vem aqui
E me diz umas coisinhas,
Engraçadas pra eu sorrir!

Minha amiga, irmã, um anjo,
Quantos nomes pra você,
Flor, Branquinha, Nega Linda,
Impossível descrever!

Impossível! Palavras são poucas,
Pra grandeza do seu ser,
E ter você na minha história, 
Faz mais leve meu viver!


Gláucia Carvalho
25.02.2017

(Com amor, para minha linda Tirza Silveira)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Faz de conta

Faz de conta que é noite agora.
Faz de conta que já não sou mais.
Faz de conta que de mim contam apenas memórias,
Algumas verdades, umas mentiras, uns segredos,
Talvez alguns medos e eu repouse em paz!

Faz de conta que já não tenha sentido,
Nenhum segundo aqui vivido.
Afinal, missão cumprida já faz parte do que se foi.
Faz de conta que sou Poliana por um dia,
E que minha alegria,
É fazer de conta de não fazer de conta!

Faz de conta que fui embora, da mesma maneira que cheguei.
Sem muito alarde, em um fim de tarde,
Como a hora que na vida mais amei.
Faz de conta que que tudo não passou de um poema delicado,
Que eu jamais decorei.

Gláucia Carvalho
04.10.2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016



uma poesia pequena.
Poucas palavras. Resumo:
- se não estou, eu sumo!
se não quero, não me espere,
a vida é breve.
A vida é puro movimento,
Se não aqui, estarei lá, noutro momento.


terça-feira, 21 de junho de 2016


a gente conta,
a gente canta,
vive e esquece...


a gente se dobra,
se desdobra,
e aquece.


a gente pernoita,
e se vira de dia,
morre!
E tudo esfria.

Gláucia Carvalho

21.06.2016 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Palavras

Me chamam de poeta, sou nada!
De uma espécie de mensageira, piada!
Uma amiga das palavras, conversa!
Penso até que elas me odeiam,
Porque me perseguem implacáveis,
Deixando-me insone o corpo,
Até escrevê-las fielmente,
Contando meus segredos a um louco.

Nem adianta travar as portas,
Tapar as frestas, fechar vidraça,
Elas entram sei lá por onde,
Importunam-me e só vão para longe
Quando eternizo minha desgraça!

Gláucia Carvalho
08.01.2003

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Vago

Divago.
Vaga.
Vagarosamente.
Em vácuos complexos, sou simples.
Meu vagar é tão vago quanto eu.
Meu divagar foi tão estranho
que doeu!

Gláucia Carvalho
13.01.2016

domingo, 6 de dezembro de 2015

Desentendo

Desentendo!
Na maior parte do tempo sou alienada.
Exato! Não sei de nada!
E do pouco que entendo, não quero saber.
Saber é sofrer!
Cansei daqui.
Sou salomântica inteira.
O que me prende é videira,
De onde vem vinho bom.
Nada mais recebe meu apego.
Tudo que amei nesta terra, me dá medo!
Sou apenas mais uma na multidão.
Clone de outros clones que sofrem da pior solidão.
Ter gente por perto e sentir-se só!
Ah que dó!
Ser quem habita em meu ser.
Me resumo a dores diárias sem fim.
À saudade dos que partiram sem mim,
E me deixaram neste lugar hostil.
Talvez uma praia deserta, talvez uma cachoeira,
Que me lavasse alma inteira,
Derramasse um pouco dos prazeres que o Criador nos deixou.
Meu resumo, ratifico, é solitário.
A um piano e uma voz que se calou.
E me pergunto exaustivamente:
- será que alguém realmente me amou?


Gláucia Carvalho
05.12.2015