terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Carmesim

Escrevo muito pouco eu sei.
Talvez o faça sem ver.
Talvez tenha publicado mil poesias
E no minuto seguinte prossigo em as esquecer.

Elas normalmente sangram demais
E estou esgotada de carmesim.
Ah que tanta dó eu tenho, 
De ser quem habita em mim.

Gláucia Carvalho
02.12.2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Raiar

Olhar um álbum antigo,
É como rever um amigo.
É como estar em um abrigo,
Da tempestade lá fora.
É estar aqui e agora,
Na certeza de que quem guarda é Deus.
A Ele pertencem todos os dias meus.

Olhar-se numa fotografia,
É ver que por mais que fria
E escura tenha sido a noite,
Seguramente o dia raiou.
A luz do sol me esquentou,
Como me aquece o sol da justiça,

São de Jesus as primícias de tudo que tenho e sou.

Olhar-me no espelho recentemente,
Faz-me brotar ardente,
Pelo muito que passei e no entanto,
Estou viva e consolada,
Guardada e amada,
Pelo Doce Espírito Santo!

Gláucia Carvalho
19.9.2014

sábado, 6 de setembro de 2014

Palavras

Uma surpresa: curva.
Um pedido: chuva.
Uma palavra: perdão.
Uma fruta: maçã.
A saudade: irmã!

Gláucia Carvalho
11.11.2013

domingo, 31 de agosto de 2014

Vida

Sonhe,
Solfeje,
Sol lá fora,
Surto embora,
Saciada a fome de agora.

Saia,
Sorria,
Segrede, se alegre,
Semeie,
Sacie, salgue, sacuda,
Segure, sane, acuda!

Saboreie,
Sereno...
Este tempo é pequeno,
Antes que cheguem maus dias,
E digas não tenho mais alegrias.

Solidário,
Solitário,
Silente,
Sóbrio,
Sôfrego,
Só!
Só!
Só!


Gláucia Carvalho

domingo, 24 de agosto de 2014

Olhos

Conheci alguém que fala com os olhos, 
Que com os olhos também sorri,
Alguém que me encanta quando acordo,
E na hora de dormir.

Este alguém que fala com os olhos,
E com os olhos escuta,
Sente na pele minha paixão,
Sente a dor da minha luta.

Este alguém é impossível, 
De algum dia esquecer,
Pois vive comigo as agruras e delícias,
De cantar pra não morrer.

Conheço alguém que fala com os olhos,
E é mágico de se ver,
Este alguém que também chora com os olhos,
Não tenho vontade de esquecer...

Gláucia Carvalho
24.8.2014

domingo, 10 de agosto de 2014

Infinito de Nada

Entre o que se sente e sonha,
Há o infinito.
Tudo é bonito e efêmero desde então...
Tudo é entre sim, entre não...
Absolutamente vazio e cheio de conteúdo,
Este é meu tudo.
Substâncias feitas de nada,
Transformadas passo a passo,
No meu compasso,
No meu ritmo,
Sou átomo, sou quartzo, sou um quarto perdido,
Neste mundo e o outro acolá.
Sou, sem estar.
Esta sou eu.

Sem partir nem ficar.

Gláucia Carvalho   
10.08.2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eu e Ela

Ela é minha,
Eu sou dela.
Mesmo ela sendo amarela,
Da cor dos raios do sol.
Eu sou meio obscura,
Tenho as nuances da lua,
E tenho um medo do dia,
Como se minha alegria,
Fosse morrer de manhã.

Ela acorda feliz, 
Recita uns versos e me encanta,
Eu no escuro a escuto,
A menina que enfim sabe as rimas,
Que conectam o meu coração.
Mesmo na manhã estranha,
Ela ordena aos céus uma chuva,
Pra que eu possa sorrir.

É estranho como o céu desaba, 
Assim que ela manda cantando,
Os trovões já vão anunciando,
O que está porvir.
O dia escuro que amo,
A chuva que cai porque amo, 
E ela quem manda e eu a amo,
Cada dia muito mais.
Por que eu sou dela e ela é minha.
É ela toda minha paz...

Gláucia Carvalho
23.07.2014
(Para minha filha Luísa. A Dona dos encantos meus...)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Madrugada

Na madrugada
Sinto um cheiro de vida,
Não estou mais vaga.
Tudo em mim tem cor de natureza
Sinto forte a beleza,
Já não sou mais nada!

O que me era vazio,
Escuro e frio,
Tem nuances de bonança,
Sou alguém que dança.

Sou alguém que brinca,
Sou alguém que trisca,
As estrelas e belisca,
Um pedaço da lua,
Sou a menina novamente,
Que toma banho de cachoeira nua,
Sou completamente entregue,
Aos cuidados seus,
Sou de Deus.
Sou de Deus!

Gláucia Carvalho
16.julho.2014
(madrugada)

sábado, 12 de julho de 2014

Eu na floresta, no mar, na vida

domingo, 18 de maio de 2014

Ela




Só de pensar nela,

Dos meus olhos brotam vários diamantes.

Nada será como antes...



Só de lembrar do seu sorriso,

Meu coração se  derrama em quasares.

Ah! Minha paz se foi pelos ares...



Só de lembrar da sua voz,

Minha alma é uníssona com as cachoeiras.

Ah! Este amor da vida inteira...




Gláucia Carvalho

18.05.2014

(Dedico à minha irmã. Logo, logo, a gente se vê meu amor...)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Velejando

Será que estive naquele navio?
Senti a maresia, meus cabelos ao vento?
Ah como voa o meu pensamento...

Será que naveguei com você os sete mares,
Buscando tesouros escondidos em ilhas,
Andamos mesmo nestas trilhas,
Das quais sinto tanta saudade?
Ah... que gosto de maldade...
Foi mentira, foi verdade?

Só escuto sua voz sussurrando entre meus cabelos,
Nossa meta não é o horizonte,
É o que depois dele vem,
Aí tenho uma certeza que naveguei com você muito além,
Guardamos nossos segredos em um baú escondido,
Cartas, confissões, presentinhos e o meu maior tormento,
Ah que falta eu sinto deste momento!


Gláucia Carvalho
16.5.2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Do que ela é...

De melodias esculpida,
De harmonia preenchida,
De amor predestinada,
De poesia foi moldada
E sem música ela não é nada...

Gláucia Carvalho
14.05.2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

Poeta

Se sou poeta ou metida a poeta,
O mínimo que me cabe, parafraseando Gil,
É caber em qualquer espaço.
Por mais descabido que seja.

Se minha alma chora e deseja,
Um pouquinho do luar de frente ao mar,
Eu escrevo em todas as linhas,
E também nas entrelinhas,
A verdade do que sou.

Caso contrário, de que vale escrever umas rimas,
Se elas não são exatamente eu?
Serei como um navegante experiente,
Que saiu pra pescar e se perdeu...

Viva a poesia viva!
Quando eu morrer, não haverá palavra nenhuma,
Que irá conseguir denotar meu estado de luz,
Porque nada neste mundo é páreo,
Para a presença constante de Jesus!

Digo o que sou...
Se dói em você, tenha empatia comigo.
Se não te significa nada,
Seja apenas meu amigo...

Gláucia Carvalho
06.5.2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A mulher e o pintor

Se você pudesse ver a cor da minha melancolia,
Você pintaria todo dia, todo dia, meu coração.
Se você pudesse ver a cor da minha tristeza,
Você jogaria um spray com toda beleza,
Você estouraria mil fogos de artifício,
Pra não ser tão difícil,

Ser quem sou.
Tudo dói, tudo fere,
Tudo a que a mim se refere, tem a cor da dor.
Tem o tom da saudade...
Se você pudesse ver as cores da minha mente,

Eu juro, por misericórdia,
Você iria me apagar para sempre.

Gláucia Carvalho
04.05.2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Farta

Ando empilhando livros que já li,
Os que não li empilho também.
Pra não perder o costume.
Tudo digitalizado demais me enoja.
É muita luz na minha cara.
É muita verdade sendo jogada.

Onde estão os papéis de cor amarronzada,
Onde ficaram as folhas amarrotadas?
Ninguém mais liga, ninguém mais lê.
É quase um conto de fadas uma carta,
Deus do céu, como eu estou farta!

Gláucia Carvalho
25.4.2014

terça-feira, 15 de abril de 2014

Menina

Eu era menina...
Ouvia um pianista mais virtuoso e enlouquecia.
Eu era uma menina. Quando fiz 8 anos, pedi o disco do Sítio do Pica Pau Amarelo para minha mãe de presente.
Eu era menina. No ano seguinte, quis o disco do Fábio Júnior - Pai Herói.
Eu era menina, pedi o disco do Alan Parsons Project.
Eu era menina, pedi boneca.
Eu era menina, pedi meus patins.
Eu era menina, perdi minha paz.
Eu era menina, não voltarei a ser jamais.

Gláucia Carvalho
12.04.2014

sábado, 29 de março de 2014

Castelo

Ninguém me vê.
Eu não saio.
Vivo sozinha em meu  castelo,
Meu ócio é todo amarelo
E não tenho tempo pra ninguém.
Ninguém me vê de camisola e chinelo,
Não abro os portais do meu castelo...

Jamais foi vã minha ruptura,
A vida lá fora foi dura,
E dura eu voltar a cantar.
Meu canto só Deus escuta,
Também é d'Ele minha labuta,
De ter que sair, querendo ficar.
Por isto me aquieto e da janela,
Vejo uma vida amarela,

Vivendo em meu lugar.

Gláucia Carvalho
29.03.2013

quinta-feira, 20 de março de 2014

Do que sou

Sou feita de uma simples mistura.
Pó, tristeza e música.
Deus colocou uma pitada de melancolia,
Sou também poesia.

Fui assada em um forno à lenha,
Que destinaria minha simplicidade,
E me fez atemporal pois sou menina e mulher,
Sem nem mesmo saber a minha idade.

Sou um tanto de cada um que passa por mim,
Sou do artesanato, ao capim,
Célula, por célula com acordes esculpida.
Assim Deus disse em meu ouvido: haja nela fôlego de vida!

Gláucia Carvalho
20.3.2014

(ouvindo os sons inspirados pelo Criador!)

terça-feira, 18 de março de 2014

A mulher, o mar e os bichos

Momento indescritível me veio à memória agorinha.
Estava no sul, inverno passado. Um dos mais rigorosos dos últimos anos. Fui lá por 4 vezes, porque amo o frio e o sul do país que é lindíssimo.
Numa das minhas trilhas, subindo no morro das aranhas, avistei distante, uma praia, que era meu destino.
Depois de quase 2 horas de caminhada íngreme, subida, descida, cheguei lá. Com sede de banho gelado!
Era só eu, o mar, o céu e um casal de labradores. Entramos no mar. Nós três. Os corajosos, em uma temperatura externa em torno dos 8 graus.
Os bichos são uma companhia maravilhosa em momentos assim.
Eles "pegam onda". Ficam olhando no horizonte, esperando a próxima lavada de água que virá. Se a onda é muito grande, eles mergulham!
São mais espertos que nós.
Como já estavam no mar antes de mim, fui me aproximando devagar para não os afugentar. Eles me receberam com lambidas na cara e festa.
Foi como ser abraçada por Deus naquele momento, destes que vivo citanto como aqueles que deveriam ser congelados e vividos eternamente.
Ouvi que no céu não vai ter mar. Mas meu céu particular, como dizia minha irmã, terá muita água e bichos.
E eu vou nadar na companhia dos animais que sempre sonhei ter por perto!
Nem sequer fiquei sabendo o nome do nobre casal que me acompanhou naquele dia no mar.
Eu os chamo de Anjo e Angelina!
E quem pode dizer que não eram anjos?

Gláucia Carvalho
18.3.2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

A cor da flor

Em uma ocasião, compus uma música em homenagem às mulheres. Como de praxe, o que é perfeitamente inconfiável à uma pessoa com Déficit de Atenção, lerdeza e dom para fazer coisas sumirem, não tenho esta música. Queria fazer um vídeo bonito e dedicar a vocês mulheres.

Mas não é difícil repetir todos os dias, o que aprendi com minha vó, minha mãe, irmã, a minha admiração profunda por nós!

Guerreiras por natureza, felinas à caça de alimento para os seus rebentos, frágil e forte, intensa e serena, capaz de cantar um canto de guerra em um instante e em segundos transformar-se em um anjo com cantigas para ninar.

Sei do que falo, sei do que sei.
Ser mulher não é fácil não.
A minha homenagem maior é dizer aos homens que puderem me ler, que a preciosidade que você tem ao lado, é inviolável, sagrada, falante, calada, misturada, misteriosa, tensa, doce, mas tudo tem uma razão.
Afinal ela passa todos os dias por mudanças hormonais, que são intensificadas com as mudanças da lua, a profundidade das águas, com o calor ou o frio. Mesmo assim, ela tá aí! Do seu lado.

Aprofundo-me mais dizendo que o humor da grande parte das mulheres, varia com que cor de flor você escolhe para presenteá-la no dia a dia!

A cor da flor, é o seu humor homem! Portanto, seja bonzinho...
Conselho de amiga!!

Às mulheres de todo planeta, feliz dia, feliz amanhã, feliz sempre! Nosso dia não pode ser tachado em um único dia, pois somos, simplesmente porque fomos, somos e seremos o único ser do planeta, que ama com amor comparado ao amor de Deus!
Isto é forte! Por isto a gente aguenta, resiste, insiste e vence!

Se curta, fique cheirosa, cante sem razão nenhuma, ria de si mesma, experimente andar descalça e tomar banho de chuva.
São minhas dicas de "beleza."

Feliz dia MULHER!

Beijos, de uma mulher "bem diferente" (segundo muita gente), mas MULHER!!!!

Gláucia Carvalho
08.03.2013

sábado, 8 de março de 2014

Ser mãe e ser filha

Você se sente mãe e filha quando, seu bebê te acorda 200 vezes em uma noite tumultuada que você limpou o berço, cobertinhas, lençóis, travesseiros, você mesma, seu marido, chão, teto, porque ele vomitou a quinta tentativa de mamadeira.

Você também se sente mãe e filha, quando você tenta explicar pra sua garotinha de 1 ano que vestidinho de festa e tênis não combinam! NÃO COMBINAM! Ela chora, você chora, no fim das contas vai todo mundo de tênis porque ninguém se importa mais.

Você se sente mãe e filha quando um médico pergunta o que seu bebê tem, você supõe que ele está desidratado, já que vomitou e teve diarréia o dia inteiro e o médico diz desaforadamente: - se você sabe o que ele tem, porque o trouxe aqui??? Daí você diz um monte de palavra feia, enquanto sua caçula vomita o miojo que desce da camiseta, até os joelhos da calça jeans.

Você se sente mãe e filha, quando percebe que seu sono nunca mais será o mesmo. E que o som mais perfeito que existe, é o do portão batendo, avisando que todos estão em casa seguros e bem.

Você se sente mãe e filha, quando aquele  homem enorme, que já coube em seus braços, vem com voz mansa e pede uma massagem nas costas, porque jogou basquete com os amigos, ou fez algum tipo de luta estranha...

Você se sente mãe e filha, quando sua garota pega o carro e sai assim, no sol, na chuva, enquanto você ora o tempo inteiro para que nada aconteça e quando você questiona o horário, ela diz, vai ser assim pra sempre mãe? eu já tenho 19 anos! E você não tem resposta... abaixa a cabeça... pensa, pensa rápido mulher! E balbucia, sim. Vai ser assim pro resto da sua vida!

Você se sente mãe e filha quando é impossível não perguntar pra sua mãe se você faz ou não tal viagem, se toma ou não aquela decisão, ou liga apenas pra dizer, mãe, eu tô doente...

Você se sente gente quando vê que a vida é um ciclo que se repete a cada geração! E cada ciclo te faz menos fraco e mais forte. O contrário também. Você fica vulnerável, velho, estranho, cheio de manias. Muitas vezes você não se reconhece, afinal andava nas ruas de Brasília a 160km/h e sabe que Deus te guardou!!

Você se sente mãe e filha, quando você sabe que nunca vai deixar de ser mãe e filha... Nunca! Este é o mistério...!

Gláucia Carvalho
08.3.2014


(para minha mãe e minha filha. Minhas mulheres preferidas!)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Contos do Inverno no Sul

Era madrugada ainda. Naquele momento quando o mar escuro é surpreendido por flashes dos raios celestes em cores ainda não decifradas.
Fiquei estagnada olhando aquela paisagem tão absurdamente controversa. O mistério do mar, a noite que tudo tinha silenciado, vinha sendo dissipada por uma força de cores e luz!
Tentei olhar mais longe, mas meus olhos ficaram fixos em uma bola redonda que foi surgindo de dentro do mar.
Eu estaria sonhando ainda, ou aquilo era real?
Chamei meu filho que ainda dormia e ele ajeitou os óculos pra que pudéssemos entender o que estava acontecendo. Em apenas alguns segundos, enquanto ele ajeitou seus óculos, lá surgiu no horizonte. A bola redonda. Meio céu, meio mar. E foi subindo rápido e devagar sem que a gente pudesse notar.
Que bola marota! Parece uma bola de futebol nos pés dos artistas jogadores brasileiros.
Eu bem já tinha ouvido que ela sempre aparece depois de uma noite inteira de escuridão.

Em um morro não muito longe de onde estávamos, por entre névoa, tons de laranja, algumas poucas estrelas, nossa atenção foi totalmente absorvida por uma revoada de pássaros. Enquanto eles brincavam de se esconder, talvez Deus tenha sorrido de nós dois...

Eu e meu filho, estáticos, sem saber para onde olhávamos, fomos surpresos mais uma e outra e outra vez. O sol já estava alto.

Um dia eu pego esta bola subindo. Um dia...
(E Deus deve estar sorrindo de mim agora mesmo...)

Gláucia Carvalho
27.2.2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Canseira

Ah que dias são estes que me dão canseira.
De segunda, a sexta feira,
Não gosto de saber.
No sábado e domingo,
Tenho pavor de viver.

Ah como passou rápido a época em que dizia,
Este período eu todo reviveria,
Só porque eu tinha paz.
Não tenho mais.

As horas são lentas, os homens não se cansam,
De destruir, construir e destruir novamente,
Penso que de repente, era melhor nem ouvir.
O barulho daquilo cai, o barulho do que começa a subir.

Já me cansei por demais desta vida,
Tenho tempo pra passar, tenho nada pra fazer,
Os dias alimentam minha tristeza,
E o que espero é morrer!

Deixar de sonhar já deixei,
Quem tinha que amar já amei,
O que era pra perdoar, perdoei,
Cansei, cansei, cansei!

Gláucia Carvalho
24.2.2014

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Salmos 42:5

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Surpresa

Surpresa é surpresa!
É a mousse de sobremessa!
Não tem graça se contar que existe.
Assim se foi o meu coração desacreditado e triste,
De que paixão não avisa quando vem.
Ela te arrebata com tudo que você tem,
E te deixa assim mesmo de mãos vazias,
Que antes estavam frias,
Mas foram aquecidas da loucura,
Que é parte insana, parte pura,
De algo que não se pode controlar!

Surpresa, mas que grata surpresa!
Saber que olhos nos meus olhos,
Mãos nas minhas mãos,
Um sonho de um beijo,
E na face um tímido rubor,
Lembram a esta mulher,
Que ainda existe amor...

Gláucia Carvalho

sábado, 18 de janeiro de 2014

Vaidade

Já dizia o sábio Salomão:
"Tudo é vaidade é correr atrás do vento."
Eu sei disto! Não me contento.
Todo dia há um mal pra se passar,
Toda semana há um motivo pra chorar,
Todo mês, começa tudo outra vez.
Melhor é o pouco com paz.
Porque correr tanto por um tanto a mais?

O que vale é o tesouro da calma,
Que reside só dentro da alma,
De quem começa a entender Salomão.
Há momentos de dizer sim, há momentos de dizer não!
Fico com a beleza da simplicidade,
Tudo passa nesta vida de vaidade.
O maior sentimento que fica é o amor,
E a maior dor, em nós timbrada, é a saudade...

Gláucia Carvalho
18.1.2013