segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Rio

A curva daquele rio,
Mais parece um violão
E o som da água cristalina,
Soa pra mim como canção.

E como a canção que não retorna,
A água que passa não volta também não.
E se não mergulhei naquele instante,
Meu desejo foi em vão.

Os desejos são quimeras,
Daquilo que já existiu.
Poemas não serão mais escritos,
Do rio que já partiu.

E nossas crianças descrentes,
Apenas saberão do que foi registrado,
Já era rio, cachoeira e mata.
Ah tempo desgraçado!

Gláucia Carvalho 

Música: Ivan Nogueira
30.1.2013

3 comentários:

J.F.AGUIAR disse...

Eu passei para observar "Rio" e suas
águas e versos...provei é bom!... acalma a alma, Forte abraço! Gláucia Deus seja contigo sempre!

Peu Rocha disse...

Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.

Evanir disse...


Sabe aquele abraço bem gostoso??
Pois é esse que vim te deixar.
Aqui deixo meu imenso carinho
por você.
Que seja nossa amizade
a mais infinito que houver.
Um Dia lindo e abençoado.
Beijos no coração.
Carinhos na Alma.
Evanir.