Por vezes eu fico distante,
No lugar que disse antes,
Aquele de não pensar.
Mas vem uma vontade forte,
De voltar pro centro norte,
Onde mora o meu coração.
Parte dele veio comigo,
Parte dele ficou.
E como sou um pedaço destas partes,
Preciso retornar ainda que as artes,
De Deus me puxem para o lado de cá.
E ainda que a chuva me atraia, o vento e sua canção
Não há beleza tanta, nem mar, morros, brisa,
Que me façam resistir ao canto de uma Luísa...
Gláucia Carvalho
06.08.2013
Já há tempos escrevo num lugar ou outro, mtas vezes escondidos em gavetas,cadernos,guardanapos,coisas do meu dia-a-dia.Algumas pessoas que em algum momento se indentificaram comigo e acharam interessante eu tentar juntar tudo num lugar só acabaram por me convencer. Espero aqui dizer exatamente o q sou,como sou e como sonho que a vida seja para todos cheia de paz graça e muito humor.Minha frase de praxe é, muito sincera: um beijo n'alma de tantos quantos vierem aqui.Sempre, Gláucia
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
Às vezes preciso sumir,
Ir pra um lugar de não pensar.
Onde há o encontro do sol,
Nas águas ao longe a queimar.
Às vezes preciso de outros sons,
Que me façam refletir onde estou.
Pra sentir mais de perto o Criador,
E volver os olhos pra onde vou...
Às vezes eu queria que fosse pra sempre,
Este lugar de aromas alucinantes,
E sempre queria estes às vezes,
Nunca mais de mim tão distantes...
Gláucia Carvalho
21.7.2013
Ir pra um lugar de não pensar.
Onde há o encontro do sol,
Nas águas ao longe a queimar.
Às vezes preciso de outros sons,
Que me façam refletir onde estou.
Pra sentir mais de perto o Criador,
E volver os olhos pra onde vou...
Às vezes eu queria que fosse pra sempre,
Este lugar de aromas alucinantes,
E sempre queria estes às vezes,
Nunca mais de mim tão distantes...
Gláucia Carvalho
21.7.2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Cansei
Cansei.
De esperar, de dançar, de ouvir.
Cansei de ficar. Me canso ao partir.
Cansei.
A idade já diz pra eu me aquietar.
Mas minha alma andarilha, não descansa de sonhar.
Já cansei de sonho. Chega!
Já casei. Descasei. Desabei.
Reergui. Escrevi poemas e fados.
As fadas se foram, os corais são calados.
Os meus braços e mãos, meus pés, coração,
Estão todos terrivelmente cansados!
Gláucia Carvalho
09.7.2013
De esperar, de dançar, de ouvir.
Cansei de ficar. Me canso ao partir.
Cansei.
A idade já diz pra eu me aquietar.
Mas minha alma andarilha, não descansa de sonhar.
Já cansei de sonho. Chega!
Já casei. Descasei. Desabei.
Reergui. Escrevi poemas e fados.
As fadas se foram, os corais são calados.
Os meus braços e mãos, meus pés, coração,
Estão todos terrivelmente cansados!
Gláucia Carvalho
09.7.2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Dor
A dor que se fora, enterrada, esquecida,
Volta a assombrar-me de uma forma doída,
E eu que jurei ter guardado meu luto,
Quarentenas, velórios e missas rezadas,
Suponho que a dor é mais forte que a morte.
Sobra-me azar, ou falta-me sorte!
Gláucia Carvalho
24.6.2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Saudades
Ah este filme? ela amava...
A música que ouvi agorinha?
Também.
O jeito que organizei meus livros de poesia,
Ela aplaudiria.
Que falta você me faz meu bem.
E as lembranças dos acampamentos,
Mata burro, pinguela, tantos momentos,
Tantas gargalhadas, que foram partidas
E transformadas em vidas,
Sempre trazendo outro alguém.
Que falta você me faz meu bem.
Vou vivendo sem você,
Mas te tenho no meu pensamento,
Toda noite, todo dia, nas madrugadas e além,
Ah que falta você me faz meu bem...
Espero te encontrar logo, amém!
Gláucia Carvalho
18.6.2013
(Claudinha, até já, já!)
A música que ouvi agorinha?
Também.
O jeito que organizei meus livros de poesia,
Ela aplaudiria.
Que falta você me faz meu bem.
E as lembranças dos acampamentos,
Mata burro, pinguela, tantos momentos,
Tantas gargalhadas, que foram partidas
E transformadas em vidas,
Sempre trazendo outro alguém.
Que falta você me faz meu bem.
Vou vivendo sem você,
Mas te tenho no meu pensamento,
Toda noite, todo dia, nas madrugadas e além,
Ah que falta você me faz meu bem...
Espero te encontrar logo, amém!
Gláucia Carvalho
18.6.2013
(Claudinha, até já, já!)
Janela
Fiz uma poesia de dois mundos
Separados por uma janela.
Por ela eu encontrava em profundo,
O amor que tenho por ela.
Como somos assim parecidas,
As cores, perfumes e vidas,
Os amores e também desafetos,
Da janela eu a vejo e aceno,
Como eu a queria por perto...
Gláucia Carvalho
21.6.2013
(Dedicado à minha amiga Carla Cóias, que, como eu, ama janelas.)
terça-feira, 11 de junho de 2013
Eu e as coisas
Fui pegar água para tomar um remédio.
Subi com a água.
O remédio tava lá embaixo.
Desci com a água.
Subi com o remédio, deixei a água.
Desci pra pegar a água.
Ela sumiu!!!!
Peguei outra.
Subi.
O remédio é bem menor que a água.
Sim, ele sumiu.
Refiz todo o processo.
Algum de vcs pegou o remédio, ou a água?
Desci novamente.
Meio que sem saber se tinha ou não tomado o remédio,
Sentei no meio da escada desapontada.
Isto é conspiração das coisas.
Eu não fujo das coisas. Elas fogem de mim.
Se eu tomei o remédio?
Sei lá!!!
Pra que o remédio?
Boa pergunta!
Pra memória!
Gláucia Carvalho (em uma manhã confusa)
9.6.2013
Subi com a água.
O remédio tava lá embaixo.
Desci com a água.
Subi com o remédio, deixei a água.
Desci pra pegar a água.
Ela sumiu!!!!
Peguei outra.
Subi.
O remédio é bem menor que a água.
Sim, ele sumiu.
Refiz todo o processo.
Algum de vcs pegou o remédio, ou a água?
Desci novamente.
Meio que sem saber se tinha ou não tomado o remédio,
Sentei no meio da escada desapontada.
Isto é conspiração das coisas.
Eu não fujo das coisas. Elas fogem de mim.
Se eu tomei o remédio?
Sei lá!!!
Pra que o remédio?
Boa pergunta!
Pra memória!
Gláucia Carvalho (em uma manhã confusa)
9.6.2013
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