Faz de conta que é noite agora.
Faz de conta que já não sou mais.
Faz de conta que de mim contam apenas memórias,
Algumas verdades, umas mentiras, uns segredos,
Talvez alguns medos e eu repouse em paz!
Faz de conta que já não tenha sentido,
Nenhum segundo aqui vivido.
Afinal, missão cumprida já faz parte do que se foi.
Faz de conta que sou Poliana por um dia,
E que minha alegria,
É fazer de conta de não fazer de conta!
Faz de conta que fui embora, da mesma maneira que cheguei.
Sem muito alarde, em um fim de tarde,
Como a hora que na vida mais amei.
Faz de conta que que tudo não passou de um poema delicado,
Que eu jamais decorei.
Gláucia Carvalho
04.10.2016
Já há tempos escrevo num lugar ou outro, mtas vezes escondidos em gavetas,cadernos,guardanapos,coisas do meu dia-a-dia.Algumas pessoas que em algum momento se indentificaram comigo e acharam interessante eu tentar juntar tudo num lugar só acabaram por me convencer. Espero aqui dizer exatamente o q sou,como sou e como sonho que a vida seja para todos cheia de paz graça e muito humor.Minha frase de praxe é, muito sincera: um beijo n'alma de tantos quantos vierem aqui.Sempre, Gláucia
terça-feira, 4 de outubro de 2016
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Poesia pequena
uma poesia pequena.
Poucas palavras. Resumo:
- se não estou, eu sumo!
se não quero, não me espere,
a vida é breve.
A vida é puro movimento,
Se não aqui, estarei lá, noutro momento.
Poucas palavras. Resumo:
- se não estou, eu sumo!
se não quero, não me espere,
a vida é breve.
A vida é puro movimento,
Se não aqui, estarei lá, noutro momento.
Gláucia Carvalho
13.07.2016
13.07.2016
terça-feira, 21 de junho de 2016
Rotina
a gente conta,
a gente canta,
vive e esquece...
a gente canta,
vive e esquece...
a gente se dobra,
se desdobra,
e aquece.
se desdobra,
e aquece.
a gente pernoita,
e se vira de dia,
morre!
E tudo esfria.
e se vira de dia,
morre!
E tudo esfria.
Gláucia Carvalho
21.06.2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Palavras
Me chamam de poeta, sou nada!
De uma espécie de mensageira, piada!
Uma amiga das palavras, conversa!
Penso até que elas me odeiam,
Porque me perseguem implacáveis,
Deixando-me insone o corpo,
Até escrevê-las fielmente,
Contando meus segredos a um louco.
Nem adianta travar as portas,
Tapar as frestas, fechar vidraça,
Elas entram sei lá por onde,
Importunam-me e só vão para longe
Quando eternizo minha desgraça!
Gláucia Carvalho
08.01.2003
De uma espécie de mensageira, piada!
Uma amiga das palavras, conversa!
Penso até que elas me odeiam,
Porque me perseguem implacáveis,
Deixando-me insone o corpo,
Até escrevê-las fielmente,
Contando meus segredos a um louco.
Nem adianta travar as portas,
Tapar as frestas, fechar vidraça,
Elas entram sei lá por onde,
Importunam-me e só vão para longe
Quando eternizo minha desgraça!
Gláucia Carvalho
08.01.2003
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Vago
Divago.
Vaga.
Vagarosamente.
Em vácuos complexos, sou simples.
Meu vagar é tão vago quanto eu.
Meu divagar foi tão estranho
que doeu!
Gláucia Carvalho
13.01.2016
Vaga.
Vagarosamente.
Em vácuos complexos, sou simples.
Meu vagar é tão vago quanto eu.
Meu divagar foi tão estranho
que doeu!
Gláucia Carvalho
13.01.2016
domingo, 6 de dezembro de 2015
Desentendo
Desentendo!
Na maior parte do tempo sou alienada.
Exato! Não sei de nada!
E do pouco que entendo, não quero saber.
Saber é sofrer!
Cansei daqui.
Sou salomântica inteira.
O que me prende é videira,
De onde vem vinho bom.
Nada mais recebe meu apego.
Tudo que amei nesta terra, me dá medo!
Sou apenas mais uma na multidão.
Clone de outros clones que sofrem da pior solidão.
Ter gente por perto e sentir-se só!
Ah que dó!
Ser quem habita em meu ser.
Me resumo a dores diárias sem fim.
À saudade dos que partiram sem mim,
E me deixaram neste lugar hostil.
Talvez uma praia deserta, talvez uma cachoeira,
Que me lavasse alma inteira,
Derramasse um pouco dos prazeres que o Criador nos deixou.
Meu resumo, ratifico, é solitário.
A um piano e uma voz que se calou.
E me pergunto exaustivamente:
- será que alguém realmente me amou?
Na maior parte do tempo sou alienada.
Exato! Não sei de nada!
E do pouco que entendo, não quero saber.
Saber é sofrer!
Cansei daqui.
Sou salomântica inteira.
O que me prende é videira,
De onde vem vinho bom.
Nada mais recebe meu apego.
Tudo que amei nesta terra, me dá medo!
Sou apenas mais uma na multidão.
Clone de outros clones que sofrem da pior solidão.
Ter gente por perto e sentir-se só!
Ah que dó!
Ser quem habita em meu ser.
Me resumo a dores diárias sem fim.
À saudade dos que partiram sem mim,
E me deixaram neste lugar hostil.
Talvez uma praia deserta, talvez uma cachoeira,
Que me lavasse alma inteira,
Derramasse um pouco dos prazeres que o Criador nos deixou.
Meu resumo, ratifico, é solitário.
A um piano e uma voz que se calou.
E me pergunto exaustivamente:
- será que alguém realmente me amou?
Gláucia Carvalho
05.12.2015
05.12.2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Quimeras
Escrevi um samba uma vez
Ele dizia que sem talvez,
O amanhã chegaria,
Novo dia, calmaria...
As palavras hoje são outras,
Porque são absolutamente todas,
Não poucas,
As manhãs em que desejo novamente o luar.
Quem sabe uma chuva de gotas serenas,
Que tornem mais amenas,
As dores do meu corpo.
Meu espírito chora quase morto,
Neste ciclo exauridamente repetido.
Quisera eu ter ido.
Quimera, quimeras...
Já foram boas minhas primaveras...
Gláucia Carvalho
09.11.2015
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