quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Solidão

Será este o meu desatino?
Chorar pelo impossível destino,
Chorar pelo que jamais ocorrerá,
Nem em milênios, nem por segundos,
Eu terei a chance de provar...
O que é ser, pertencer,
O que é ter, cuidar, zelar,
Amar jamais "eterno enquanto dure"
Amar eterno e que perdure
Muito além do que se possa supor,
Sem dúvidas de amanhãs,
Jamais interrogações de amor!

Ah! Sonhos, devaneios e eu me esqueço,
Que fui predestinada no começo,
A não ter uma pontinha desta dor,
Que por mais que doa ela é a certeza,
Do reencontro, do abraço, do laço,
Que nada desfaz!
Meu choro é este nunca maldito.
Meu choro é de nunca jamais!!

Gláucia Carvalho - 2006

5 comentários:

Anônimo disse...

Solidão pode ser também um estado de espirito. sim ou não?
A cada manhã nova de domingo pode nascer aglo nove e inesperado. assim foi com a ressurreição, Eclipses podem surgir também as 6h. tudo é possivel. entã oa solidão passar para sempre, pois o perto e o longe é ilusão!

Renato Nunes disse...

Meu Deus! Como é bom te ler minha poeta preferida...rs
Continue vivendo estes momentos de inpiração, por que deles são criados belos textos...

Bjos!!!

Anne Baylor disse...

Suspiro..]


e só..

João Romova disse...

(como criança, que quando vê o bandaid no dedo de outra criança, generosamente levanta a barra da calça e mostra a marca deixada pela bicicleta)

http://xicaraderomova.blogspot.com/2008/10/por-favor-ler-o-texto-tendo-ao-fundo.html

J.F.AGUIAR disse...

Há momentos que mesmo junto com muitos, estamos só... então viajamos...no silêncio de nos
como um poeta viaja...Gláucia
viaje em sonhos bons... e nos conte
depois.