quarta-feira, 3 de março de 2010


Quando vejo sua face,
Quando te vejo comigo,
Em forma de irmão, de um pai, meu amigo,
Imagino espelhos,
E são tantos mirados, a olhar-me como sou...

Vejo lados bonitos, vejo os ruins e em atritos,
Os sentimentos brigam em mim,
Por querer ser melhor...
Almejar ser crescida,
E em Deus ter minha vida,
Pois você é assim...

Quero ser parecida
Com quem anda com Deus,
Quero ter minha vida e os meus passos,
Assim como os seus,
Seguindo adiante, sem parar no instante,
Onde posso voltar ao escuro,
Onde aparecem grades e muros,
E eu fico à deriva de mim...

Por isso que eu olho sua face,
E sem deixar que isto passe,
Quer ouvir os recados de Deus!
E dizer: - Eis-me aqui estou pronta!
Lava-me, leva-me, tão leve,
Como as palavras do meu confidente,

Que a mim, diz insistente,
Olhe sempre prô alto,
Olhe sempre para os planos de amor,
Viva a doçura do silêncio,
No trilhar da oração,
Viva esperando a voz de Quem fala,
E o soar, é inimaginável canção...

Gláucia Carvalho
2.9.2008
http://www.biblica.com/bible/audio/play.php?b=23&c=23

(Feita para um grande amigo, sobretudo, um exemplo de fé e vida entregue a Deus! Obrigada W. Quando crescer, quero ser igual a você!)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Último desejo


O meu último desejo,
O que choro, o que peço,
O que pego, o que almejo, sou eu mesma...

O meu último desejo?
é minha vida toda na mesa,
São as cartas jogadas com certeza,
é o preto no branco, o sim, sim, não, não!
A verdade das coisas, o toque das mãos!
O olhar de misericórdia, o sincero perdão...

O meu último desejo? é ter mais desejos,
é ter meus segredos, guardados à dedo, pra sempre, pra sempre...
é ver minha gente feliz, despreocupada,
vendendo saúde, com conversa fiada...

Meu último desejo? é morrer sossegada...
É partir com a certeza de que fiz tudo errado,
De que fiz tudo querendo acertar, de que Deus me ama tanto,
Que na hora da morte, certamente irá relevar...
Irá revelar, seu amor tão intenso, como eu tão intensa...

...como meu último desejo..., meu desejo, meu desejo...
... um suspiro, um último beijo... meu desejo?
O meu último desejo?...
Um pedacinho de amor e uma mordida de queijo...

Gláucia Carvalho
27.10.2007
2h30
(depois de ler " A última Carta do Tenente " de William Douglas)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Comprei um barco a vapor,
Andei milhas de trem.
Fui grata por tudo e todos,
Jamais me esqueci do Amém!

Fiz novos versos e amigos,
Revi gente da minha infância,
Já abri as janelas da casa,
E percorri maiores distâncias!

Comi umas frutas diferentes,
Visitei outras gentes,
Dormi em qualquer lugar da floresta!
Foram lá, praticamente, todas as minhas festas.

Dancei ao luar,
Pedi para ficar,
Quando quis ir,
Sem ressentimentos ou maldade,
Deixei um gosto de amor,
E levei intensa saudade.

Já não me importava com meus cabelos,
Apenas com as pessoas.
Tirei de uma vez as sandálias dos pés.
Fui tão feliz em sonhar novamente,
E tudo aconteceu no ano de dois mil e dez!

(Que venha 2011)

Gláucia Carvalho
31.12.2009 - quase 2010

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Dizem que sou doida.
Talvez o seja!
Que importa comecei agora,
Em minha loucura se enseja,
Se deseja um "ar de paz na terra".
No mínimo onde habito.

Há umas árvores frutíferas,
Com as quais converso todos os dias!
Pudera, elas me dão frutos o ano inteiro,
Os pássaros, naturalmente vêm primeiro,
E me resta o admirar da astúcia deles!

Eu os aplaudo e respeito!
Caberia a mim, os frutos do meu pleito.
Porém aqueles que de nada têm medo,
Chupam minhas frutas maduras,
Porque se acho que acordo, eles acordam bem mais cedo!

Vou aprendendo com as árvores e os pássaros,
Enquanto me regalo no meu canto.
Chamam-me de doida, não importa:
Aqui no meu canto, eu canto...
(E chupo o restinho que os pássaros me deixam, das minhas

frutinhas...)

Gláucia Carvalho
23.12.2009

Infinita beleza


A percepção de tudo,
A decepção de não tê-lo,
A reunião de coisas em mim,
Que por certo me matarão de tristeza...
Sim, o que me mata aos poucos, é toda infinita beleza...


Gláucia Carvalho
27.10.2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Casa Mal Assombrada


Não tenho nada que fazer aqui,
Não tenho sonhado bem
E as noites são estranhas.
Talvez em minhas entranhas,
Hja restos mortais de mágoa.

Este lugar onde habitam,
Os seres que me destroem,
É feio, velho, antigo,
Já deveria ter demolido,
E construido de novo.

Reconstruir em si mesmo,
Por que seja o mais difícil,
É um ardoroso ofício,
De se enxergar melhor amanhã!
De se ter renovado agora,
E ver diluindo e ruindo,
O passado ruim que vai indo embora.

Gláucia Carvalho
9.12.2009
(Baseado numa foto de uma linda casa, que meu filho transformou em casa sombria e estranha, para um trabalho de seu curso. Quis fazer o curso inverso. A casa feia, pode ficar melhor do que antes...)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Aquário


Um Aquário largado,
Dantes usado, apreciado,
Cheio de águas límpidas,
Com seres marinhos diversos!

Adverso ao verso supracitado,
Alguém avista o aquário largado,
E assim, sem pensar se quadrado,
De vidros completamente embaçados,
Este ser o aquário acolheu...

O limpou, lustrou com tamanha coragem,
Vendo em sonhos o mar em miragem,
Viajando no mar mergulhou...
Sentiu então que os seres marinhos,
Vivem em aquários divinos,
Que vidros todos não os poderiam comportar!

Deixou o aquário exposto,
Vazio de tudo, num quarto,
De onde se escuta o mar...

Dizem que o deixa até hoje,
O aquário cheio de ar.
Isto foi há tanto tempo,
Mas a lição teve um intento,
Que serviu-me de alento tal,
Que quis este momento eternizar!

Aprendi a lição que os seres marinhos,
Estão para a água,
Assim como os pássaros para o ar....

O "Aquário"?? Dizem os mais antigos,
Continua no mesmo lugar!

Gláucia Carvalho
entrando no dia 21.11.2009.

(Inspirado e dedicado ao meu amigo/irmão, Ricardinho Mendes)