domingo, 8 de maio de 2011

MÃE

Mãe!
Quantos segredos esta palavra guarda,
Quantos minutos meu ser te aguarda,
Na ânsia de tê-la eterna para mim!

Mãe!

Quantos medos e dores foram por ti sanados,
Quantos machucados por ti sarados,
Quantas vezes do mal esqueci!

Porque a sua presença me cura,

Os meus ais afagados por tuas misturas,
Fazem-me entender o amor desmedido,
Aquele que não faz sentido,
Até que se tenha filhos para saber!

Mãe a vida começa contigo,

Mãe que é afago e abrigo,
Mãe, onde encontro a melhor amiga,
A mais querida, a mais antiga...

Mãe, Mãe, Mãe,

Não tenho palavra, sequer uma rima,
Para aquela que me nota as primeiras rugas,
E mesmo assim me faz sentir uma menina!
(Te amo Gercira ROSA Carvalho e Silva - MINHA MÃE!)

Gláucia Carvalho

8.maio.2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A vida se revela, vela!
Que se apaga num instante,
Ou dá direção ao barco à deriva...


A vida se revela leva,
Muitas vezes o que temos de melhor...
A vida nos prega peças, teatro!
Eu vou seguindo no ato, em que a VIDA se revelou a mim!


A vida revelada em Cristo,
Jamais imaginei que nisto,
Estaria toda a minha inabilidade de ser!


A vida se revela em Cristo agora,
As revelações de outrora,
Tornaram-se pó, diante da glória bendita!


A vida se revela e é bela,
Quando ele é vela que não se apaga,
Flor que jamais fenece,
Amor que nunca se esquece!


Gláucia Carvalho
2.maio.2011

sábado, 23 de abril de 2011

O Filho no Pai

Não entendo...


A dor do Filho, na dor do Pai,


O plano escrito, um amor que não se esvai.


Num último instante, de agonia e aflição,


O Filho pede ao Pai que do cálice não beba,


Que das cáscaras não experimente,


Qual dor que jamais ninguém sente!




O Pai, pelas dores do Filho moído,


Não exita, hora aflita, hora da separação!


Quando o Filho carrega a culpa e o pecado,


Da humanidade que o deixou de lado.




O deixou sozinho, no momento de horror!


Todo o céu deve ter se calado,


Como pôde o filho de Deus submeter-se a tamanha dor!


O mal intentou uma canção de vitória,


Mas não era este o fim da história!




No terceiro dia, o Filho vence a morte enfim!


E trás vida eterna sobre o mundo, sobre mim!


A canção da vitória é cantada nos céus agora,


A canção é por nós jogada como semente,


E o Filho sentado à destra do Pai comemora,


Sua glória, seu amor, vida em nós, eternamente!






Gláucia Carvalho


23.4.2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Por que da dor?
No que ela quer interferir?
Por que insiste em ferir
Se a ela não fiz nada?

Por que dor não some assim
Como resolveu aparecer?
Por que não te esqueço em nenhum dia
Por que não pode fenecer?

Se tivesse uma espada contra dor eu a usaria
Se tivesse o antídoto contra dor eu o beberia
E se minha escolha fosse entre ti, dor 
E a vida, eu juro, morreria.

Glaucia Carvalho
08/04/11

sexta-feira, 11 de março de 2011

Charlie Sheen e o Capetinha

Charlie Sheen e o Capetinha

Estou abismada com a situação crítica do ator Charlie Sheen.
Eu sempre fui fã dele por ser um excelente ator de comédias. “Top Gang” foi  uma sátira incrível a alguns filmes.  Assisto um episódio ou outro de Two and a Half Men,  porque acho interessante a interação dos irmãos com Jake. O garotinho prodígio. De fato os criadores da série são mesmo muito inteligentes, pois conseguem tirar humor da degradação humana encarnada no personagem de Charlie.
Depois que ele foi demitido da Warner, só ouço falar de Charlie Sheen, ou Harper, pois vejo que os dois se confundem.  A que ponto o homem (não o personagem) chegou Porque as celebridades ganham holofotes até mesmo quando são desagradáveis, arrogantes e porque a imprensa ama a desgraça alheia
Hoje resolvi seguí-lo no Twiter e a mensagem única que ele enviou neste dia 11.3.2011, foi demonstrando sua tristeza diante da tragédia ocorrida no Japão. De que devemos ser solidários em união e amor em favor daquele sofrido povo, exatamente no momento em que eu orava pelos japoneses.

Hum... quem é Charlie Sheen afinal Senti compaixão dele. Ele é viciado em todo tipo droga,  álcool, prostituição,   completamente preso em si mesmo nos seus medos e neuras. Como qualquer ser humano, ele precisa desesperadamente de Deus! Porque não o deixam em paz Porque o show é mais importante que a vidaPorque a imprensa prensa ao limite as celebridades, quando há tanto mais que se noticiar

Na contra-mão, lembro-me da primeira vez que vi o “Capetinha”, no centro da cidade onde resido. Um menino, uma criança de 12 ou 13 anos, aparentando ter menos ainda certamente por maus tratos e uma óbvia desnutrição.  Alertaram-me que ele era um dos mais perigosos traficantes de “Crack” da região, também viciado nesta praga assim como Charlie Sheen.
Era ele misturado aos seus clones, sem história, temidos, temerosos, escondidos, vagando nas noites frias. Não tenho muito o que contar do “Capetinha”. Eu nunca sequer soube o seu verdadeiro nome. O que me choca, neste drama todo, é que ele nunca ganhou as manchetes de nenhum jornal. Nem uma coluna pequena.  Nem no obituário, pois “Capetinha”  foi assassinado brutalmente e teve o seu corpinho de menino exposto.  Nu! Ali no meio da rua. Isto não valeu sequer uma foto. Qual a diferença de um e de outro
Eu chorei quando “Capetinha” morreu. E chorei quando soube que mais alguns meninos que andavam com ele também tiveram o mesmo destino. No jornal NADA!

Hoje eu choro pelo Japão. Choro também por Charlie Sheen e peço a Deus que ele ainda tenha tempo de se arrepender e salvar a sua alma. Só ele mesmo, que está vendo sua vida desmoronar, com seus filhinhos sendo retirados de seus braços, com o problema do vício, do vazio, sabe que não resistirá por muito tempo. Certamente não será esquecido, como já foi esquecido e substituído o pequeno “Capetinha”.

Gláucia Carvalho
11.3.2011

Retorno


Tenho ouvido uns ruídos,
Lá da mata de onde vim,
Vem chegando aos meus ouvidos,
A melhor parte de mim!

Sentada ouvindo os avós,
A contarem coisas da vida,
Hoje entendo que a melhor roda da infância,
É  ter em Deus a guarida!

Tenho voltado no tempo,
E percebendo que cresci,
Quero voltar às rodas da infância
E recomeçar de onde parti.

Aonde tenho lembranças dos hinos,
Dos sinos tocando na igreja da praça,
Volto então a ser feito criança,
Que vive pela fé e tem de Deus a graça!

Gláucia Carvalho
11.3.2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sabe quando você não sabe de nada?
Sabe quando perdeu a rota na estrada?
Sabe quando sabe que nem vai mais saber?
Sabe quando o melhor é esquecer...
É ir seguindo pela estrada que bifurca lá na frente,
E mesmo assim ir seguindo sem dar seta, de repente,
Alguém te pega e diz com calma, eu tomo a direção,
O que você não sabe eu já sei de antemão,
Descansa apenas, meu fardo é leve, o seu é pesado,
Eu dirijo sua vida, vivo em seu espírito e jamais sairei do seu lado.

Gláucia Carvalho
27.2.2011