Não entendo...
A dor do Filho, na dor do Pai,
O plano escrito, um amor que não se esvai.
Num último instante, de agonia e aflição,
O Filho pede ao Pai que do cálice não beba,
Que das cáscaras não experimente,
Qual dor que jamais ninguém sente!
O Pai, pelas dores do Filho moído,
Não exita, hora aflita, hora da separação!
Quando o Filho carrega a culpa e o pecado,
Da humanidade que o deixou de lado.
O deixou sozinho, no momento de horror!
Todo o céu deve ter se calado,
Como pôde o filho de Deus submeter-se a tamanha dor!
O mal intentou uma canção de vitória,
Mas não era este o fim da história!
No terceiro dia, o Filho vence a morte enfim!
E trás vida eterna sobre o mundo, sobre mim!
A canção da vitória é cantada nos céus agora,
A canção é por nós jogada como semente,
E o Filho sentado à destra do Pai comemora,
Sua glória, seu amor, vida em nós, eternamente!
Gláucia Carvalho
23.4.2011
Já há tempos escrevo num lugar ou outro, mtas vezes escondidos em gavetas,cadernos,guardanapos,coisas do meu dia-a-dia.Algumas pessoas que em algum momento se indentificaram comigo e acharam interessante eu tentar juntar tudo num lugar só acabaram por me convencer. Espero aqui dizer exatamente o q sou,como sou e como sonho que a vida seja para todos cheia de paz graça e muito humor.Minha frase de praxe é, muito sincera: um beijo n'alma de tantos quantos vierem aqui.Sempre, Gláucia
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Por que da dor?
No que ela quer interferir?
Por que insiste em ferir
Se a ela não fiz nada?
Por que dor não some assim
Como resolveu aparecer?
Por que não te esqueço em nenhum dia
Por que não pode fenecer?
Se tivesse uma espada contra dor eu a usaria
Se tivesse o antídoto contra dor eu o beberia
E se minha escolha fosse entre ti, dor
E a vida, eu juro, morreria.
Glaucia Carvalho
08/04/11
sexta-feira, 11 de março de 2011
Charlie Sheen e o Capetinha
Charlie Sheen e o Capetinha
Estou abismada com a situação crítica do ator Charlie Sheen.
Eu sempre fui fã dele por ser um excelente ator de comédias. “Top Gang” foi uma sátira incrível a alguns filmes. Assisto um episódio ou outro de Two and a Half Men, porque acho interessante a interação dos irmãos com Jake. O garotinho prodígio. De fato os criadores da série são mesmo muito inteligentes, pois conseguem tirar humor da degradação humana encarnada no personagem de Charlie.
Depois que ele foi demitido da Warner, só ouço falar de Charlie Sheen, ou Harper, pois vejo que os dois se confundem. A que ponto o homem (não o personagem) chegou? Porque as celebridades ganham holofotes até mesmo quando são desagradáveis, arrogantes e porque a imprensa ama a desgraça alheia?
Hoje resolvi seguí-lo no Twiter e a mensagem única que ele enviou neste dia 11.3.2011, foi demonstrando sua tristeza diante da tragédia ocorrida no Japão. De que devemos ser solidários em união e amor em favor daquele sofrido povo, exatamente no momento em que eu orava pelos japoneses.
Hum... quem é Charlie Sheen afinal? Senti compaixão dele. Ele é viciado em todo tipo droga, álcool, prostituição, completamente preso em si mesmo nos seus medos e neuras. Como qualquer ser humano, ele precisa desesperadamente de Deus! Porque não o deixam em paz? Porque o show é mais importante que a vida?Porque a imprensa prensa ao limite as celebridades, quando há tanto mais que se noticiar?
Na contra-mão, lembro-me da primeira vez que vi o “Capetinha”, no centro da cidade onde resido. Um menino, uma criança de 12 ou 13 anos, aparentando ter menos ainda certamente por maus tratos e uma óbvia desnutrição. Alertaram-me que ele era um dos mais perigosos traficantes de “Crack” da região, também viciado nesta praga assim como Charlie Sheen.
Era ele misturado aos seus clones, sem história, temidos, temerosos, escondidos, vagando nas noites frias. Não tenho muito o que contar do “Capetinha”. Eu nunca sequer soube o seu verdadeiro nome. O que me choca, neste drama todo, é que ele nunca ganhou as manchetes de nenhum jornal. Nem uma coluna pequena. Nem no obituário, pois “Capetinha” foi assassinado brutalmente e teve o seu corpinho de menino exposto. Nu! Ali no meio da rua. Isto não valeu sequer uma foto. Qual a diferença de um e de outro?
Eu chorei quando “Capetinha” morreu. E chorei quando soube que mais alguns meninos que andavam com ele também tiveram o mesmo destino. No jornal? NADA!
Hoje eu choro pelo Japão. Choro também por Charlie Sheen e peço a Deus que ele ainda tenha tempo de se arrepender e salvar a sua alma. Só ele mesmo, que está vendo sua vida desmoronar, com seus filhinhos sendo retirados de seus braços, com o problema do vício, do vazio, sabe que não resistirá por muito tempo. Certamente não será esquecido, como já foi esquecido e substituído o pequeno “Capetinha”.
Gláucia Carvalho
11.3.2011
Retorno
Tenho ouvido uns ruídos,
Lá da mata de onde vim,
Vem chegando aos meus ouvidos,
A melhor parte de mim!
Sentada ouvindo os avós,
A contarem coisas da vida,
Hoje entendo que a melhor roda da infância,
É ter em Deus a guarida!
Tenho voltado no tempo,
E percebendo que cresci,
Quero voltar às rodas da infância
E recomeçar de onde parti.
Aonde tenho lembranças dos hinos,
Dos sinos tocando na igreja da praça,
Volto então a ser feito criança,
Que vive pela fé e tem de Deus a graça!
Gláucia Carvalho
11.3.2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Sabe quando você não sabe de nada?
Sabe quando perdeu a rota na estrada?
Sabe quando sabe que nem vai mais saber?
Sabe quando o melhor é esquecer...
É ir seguindo pela estrada que bifurca lá na frente,
E mesmo assim ir seguindo sem dar seta, de repente,
Alguém te pega e diz com calma, eu tomo a direção,
O que você não sabe eu já sei de antemão,
Descansa apenas, meu fardo é leve, o seu é pesado,
Eu dirijo sua vida, vivo em seu espírito e jamais sairei do seu lado.
Gláucia Carvalho
27.2.2011
Sabe quando perdeu a rota na estrada?
Sabe quando sabe que nem vai mais saber?
Sabe quando o melhor é esquecer...
É ir seguindo pela estrada que bifurca lá na frente,
E mesmo assim ir seguindo sem dar seta, de repente,
Alguém te pega e diz com calma, eu tomo a direção,
O que você não sabe eu já sei de antemão,
Descansa apenas, meu fardo é leve, o seu é pesado,
Eu dirijo sua vida, vivo em seu espírito e jamais sairei do seu lado.
Gláucia Carvalho
27.2.2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Desvirtuaram o virtual
Achei interessante uma propaganda de uma operadora móvel discriminando “a mulher gata, que leva o o lap top para estar conectada”.
De péssimo gosto a propaganda em duas vertentes importantíssimas. “por ser gata, ela deve ser boa de internet”. Se não for bonita não precisa ser “boa de internet”?
Ao mesmo tempo em que desconjuro a possibilidade de ir à praia, ou a um passeio, levando um celular, que dirá meu lap top! Isto é patético. São 24 horas conectada ao mundo, sem tempo para mim mesma...
Sem tempo para um mergulho nas ondas do mar, sem tempo pra conversar face a face com amigos que encontraria por lá...
O que há de errado?
Por que de um tempo para cá, sou careta demais por não me afeiçoar de tanta tecnologia e pelo amor de Deus por querer um pouco de paz?
Como se as possibilidades maravilhosas todas, residissem no mundo virtual!
Isto tem que parar!
Da mesma operadora, duas mulheres se maqueiam em frente ao espelho e tiram sarro do colega no restaurante. Bem sucedido, naturalmente bonito, mas é RUIM DE INTERNET!
E daí?
Quando eu saio de casa, vou a um parque, viajo, eu quero mesmo é ficar off. Desta loucura toda. Se possível, não me dêm notícias ruins.
Se estou em casa e quero ficar off, dêm-me licença para sentar com meus filhos e curti-los. Ouvir o que têm a dizer.
Não, não sou santa! Tenho bilhões de defeitos virtuais o primeiro deles, ter perdido o controle sobre minhas mensagens que beiram a 4000 e eu não as consigo ler. E se for algo importante? E se for algum convite, ou pedido de material... Daí vem o sono avassalador e me salva desta piração cibernética!
Acho que acordei definitivamente, no dia em que falei para minha filha ir dormir pelo Skype. Nós estamos a poucos metros de distância.
Eu desliguei tudo, fui lá, eu a beijei, a senti, lembrei-me de quando contava historinhas e ela pedia “novo mamãe” (de novo mamãe), quando nossos contatos sempre foram corpo a corpo, alma na alma, espírito, no espírito. Orávamos, líamos a Bíblia, vivíamos afinal.
Não quero ser uma pessoa a mais no mural de ninguém. Não quero que pensem que sou omissa, ou desligada o bastante para me esquecer de GENTE! Não, não...
Entendam afinal, que não sou ruim de internet, eu SOU PÉSSIMA! Graças a Deus...
E quero continuar assim!
Virtualmente sendo benção para quem não posso dar um abraço carinhoso, realmente abençoada por ter amigos que ultrapassam a virtualidade.
E se um dia me virem na praia , com um lap top, por favor, batizem-no no azul, azul do mar...
Gláucia Carvalho
23.02.2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Se
Se eu fosse apenas a flor da flor,
Se eu fosse apenas o mel do mel...
Se eu fosse apenas a água e o ar,
Se eu apenas, apenas...
Eu iria cumprir meu destino.
Flor que murcha sem deixar saudade,
Mel que se acaba, sem gosto de maldade,
Água que brota do nada para saciar,
Rio que corre sem desvio para o mar!
Ar que espalha para a flor, o que será o mel mais doce,
Se apenas, se apenas eu fosse...
Gláucia Carvalho
7.2.2011
Se eu fosse apenas o mel do mel...
Se eu fosse apenas a água e o ar,
Se eu apenas, apenas...
Eu iria cumprir meu destino.
Flor que murcha sem deixar saudade,
Mel que se acaba, sem gosto de maldade,
Água que brota do nada para saciar,
Rio que corre sem desvio para o mar!
Ar que espalha para a flor, o que será o mel mais doce,
Se apenas, se apenas eu fosse...
Gláucia Carvalho
7.2.2011
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