Se quiserem tirar de mim as rimas não me importo.
Se tirarem também as sinas, um tanto melhor.
Querem roubar-me o que restou de melodia?
Façam-no rápido.
Elas não me trazem mais alegria.
Se eu fui toda poesia e música
Neste meu estranho viver,
Não esqueçam de tirar esta dor maldita.
Ela indo, meu pranto findo,
Será descanso e morrer!
Gláucia Carvalho
26.11.2011
(dedico a todos que sentem dor crônica. Ainda que seja na alma.)
Já há tempos escrevo num lugar ou outro, mtas vezes escondidos em gavetas,cadernos,guardanapos,coisas do meu dia-a-dia.Algumas pessoas que em algum momento se indentificaram comigo e acharam interessante eu tentar juntar tudo num lugar só acabaram por me convencer. Espero aqui dizer exatamente o q sou,como sou e como sonho que a vida seja para todos cheia de paz graça e muito humor.Minha frase de praxe é, muito sincera: um beijo n'alma de tantos quantos vierem aqui.Sempre, Gláucia
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Jaboticabou
Jabuticaba? acaba!
Que frutinha ingrata!
Eu amo a danada, ela vem num repente,
Enche o bucho da gente e numa chuvinha qualquer,
Cadê a jabuticaba? Jácabou!
Mas já?
Aquele tanto da danada, que deixou as galhas lotadas,
Pelo chão se esparramou...
É torcer por uma temporã,
Podia ser qual maçã, que nasce o ano inteiro...
Mas NÃO!
Ela faz questão de aparecer num repente,
Encher o bucho da gente,
Deixando fartas as galhas,
Que ninguém conseguirá sequer colher,
Pra cair num instante, virar esterco e feliz morrer...
Ah frutinha ingrata!
Ela veio e ninguém notou...
Quando me dei conta da bolinha escurinha,
Que faz ploct, pluft, nhoc!,
Veio a triste notícia:
JABUTICABOU!!!
Gláucia Carvalho
22.6.2006
(inspirada numa frase que o Rogério Carvalho, meu irmão falou... "JABUTICABA ACABOU! JÁ???)
Que frutinha ingrata!
Eu amo a danada, ela vem num repente,
Enche o bucho da gente e numa chuvinha qualquer,
Cadê a jabuticaba? Jácabou!
Mas já?
Aquele tanto da danada, que deixou as galhas lotadas,
Pelo chão se esparramou...
É torcer por uma temporã,
Podia ser qual maçã, que nasce o ano inteiro...
Mas NÃO!
Ela faz questão de aparecer num repente,
Encher o bucho da gente,
Deixando fartas as galhas,
Que ninguém conseguirá sequer colher,
Pra cair num instante, virar esterco e feliz morrer...
Ah frutinha ingrata!
Ela veio e ninguém notou...
Quando me dei conta da bolinha escurinha,
Que faz ploct, pluft, nhoc!,
Veio a triste notícia:
JABUTICABOU!!!
Gláucia Carvalho
22.6.2006
(inspirada numa frase que o Rogério Carvalho, meu irmão falou... "JABUTICABA ACABOU! JÁ???)
domingo, 13 de novembro de 2011
Sol e Lua
Nós éramos mais que tudo
Mesmo em tudo um vazio
Que me dava medo e frio
Da saudade que eu já tinha dela.
Ela, uma flor amarela.
Do sol, as nuances refletindo.
Eu em tons cinzas obscuros,
Era lua e a chuva caindo.
Dizem que quando alguém parte
Que em você cabe só a saudade,
Este alguém passa a ser uma estrela
E eu vi de uma estrela só a metade.
Assim como o tanto que não entendo
Como a metade de estrela que vejo daqui,
Fico sonhando em fundir-me com ela
E brilhar plena dela quando eu partir.
Gláucia Carvalho
13.novembro.2011
Mesmo em tudo um vazio
Que me dava medo e frio
Da saudade que eu já tinha dela.
Ela, uma flor amarela.
Do sol, as nuances refletindo.
Eu em tons cinzas obscuros,
Era lua e a chuva caindo.
Dizem que quando alguém parte
Que em você cabe só a saudade,
Este alguém passa a ser uma estrela
E eu vi de uma estrela só a metade.
Assim como o tanto que não entendo
Como a metade de estrela que vejo daqui,
Fico sonhando em fundir-me com ela
E brilhar plena dela quando eu partir.
Gláucia Carvalho
13.novembro.2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Sorriso de Deus
Quem mede na concha de suas mãos os oceanos
Quem faz o tempo parar e para Ele não importa se um ou mil anos,
Quem criou cada estrela neste complexo indecifrável,
Quem deu a cada estrela seu próprio nome?
Quem é capaz de ser tão intenso em amar,
Que suas misericórdias duram eternamente,
Assim como são renovadas a cada manhã,
Quando a minha manhã, já é o entardecer de outro alguém?
Estes outros tantos que Ele ama por igual,
O homem criatura à sua imagem e semelhança
Quem mais que a nós Ele amaria?
Uma encarnação do trono para a estrebaria,
Um homem simples que não teve nada além da cruz,
E que é a essência do grande Criador.
Amor, amor, amor, amor!
A Ele toda glória,
Para Ele tudo que sou
E que os sussurros dos santos penetrem em minha alma,
Lembrando-me de onde vim e para onde vou!
Gláucia Carvalho
30.outubro.2011
(readaptado depois de um singelo alerta, à luz da palavra, por um grande poeta e grande amigo. Obrigada D.)
Quem faz o tempo parar e para Ele não importa se um ou mil anos,
Quem criou cada estrela neste complexo indecifrável,
Quem deu a cada estrela seu próprio nome?
Quem é capaz de ser tão intenso em amar,
Que suas misericórdias duram eternamente,
Assim como são renovadas a cada manhã,
Quando a minha manhã, já é o entardecer de outro alguém?
Estes outros tantos que Ele ama por igual,
O homem criatura à sua imagem e semelhança
Quem mais que a nós Ele amaria?
Uma encarnação do trono para a estrebaria,
Um homem simples que não teve nada além da cruz,
E que é a essência do grande Criador.
Amor, amor, amor, amor!
A Ele toda glória,
Para Ele tudo que sou
E que os sussurros dos santos penetrem em minha alma,
Lembrando-me de onde vim e para onde vou!
Gláucia Carvalho
30.outubro.2011
(readaptado depois de um singelo alerta, à luz da palavra, por um grande poeta e grande amigo. Obrigada D.)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Espera
Vou vivendo a vida traiçoeira,
Jurando que esta tarde é a derradeira,
A que me trará o sono eterno,
Ao lado de quem por nós se deu!
Não fui eu, eu nada merecia,
A Ele apenas cabia,
Amar-me sem cabimento,
Onde ciência e entendimento,
Se confrontarão até o fim.
Eu vivo dia após dia,
Aguardando a maior alegria,
Meu sonho mais antigo,
De ver meu melhor amigo,
Meu pastor e salvador,
Após o esquecimento das coisas daqui,
Aprender as melodias quem ninguém sequer pode imaginar,
Guardadas, sagradas, entoadas, por aqueles a quem a Ele se entregar!
Gláucia Carvalho
26.10.2011
Jurando que esta tarde é a derradeira,
A que me trará o sono eterno,
Ao lado de quem por nós se deu!
Não fui eu, eu nada merecia,
A Ele apenas cabia,
Amar-me sem cabimento,
Onde ciência e entendimento,
Se confrontarão até o fim.
Eu vivo dia após dia,
Aguardando a maior alegria,
Meu sonho mais antigo,
De ver meu melhor amigo,
Meu pastor e salvador,
Após o esquecimento das coisas daqui,
Aprender as melodias quem ninguém sequer pode imaginar,
Guardadas, sagradas, entoadas, por aqueles a quem a Ele se entregar!
Gláucia Carvalho
26.10.2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Agonia
Por uma rima
Perdi minha sina.
Por um soneto,
Uma poesia,
Perdi mim mesma,
E a alegria.
Poetas ingratos,
Que nos enchem os pratos,
Com seus dizeres fatais,
Mal sabemos lá quantos venenos,
Engolimos nos finais.
A esperança da semente brotar
De vir sombra, um balanço e a menina a voar,
Decorados seus sonetos, suas poesias cantadas,
Pouco sabe ela que mordeu a isca,
Já maldosamente premeditada.
Aviso aos navegantes.
Fujam da pedra no caminho,
Fujam, antes que seja tarde,
Ser o que se mói e o moinho.
De preferência não leia nada,
Apenas observe ao longe,
Porque se te morde a praga,
De viver presa como um monge,
Sua tristeza será amar os poetas,
Amar loucamente a poesia,
E não tem mais jeito vira sangria,
O que te salva e também te mata em agonia!
Gláucia Carvalho
25.outubro.2011
Perdi minha sina.
Por um soneto,
Uma poesia,
Perdi mim mesma,
E a alegria.
Poetas ingratos,
Que nos enchem os pratos,
Com seus dizeres fatais,
Mal sabemos lá quantos venenos,
Engolimos nos finais.
A esperança da semente brotar
De vir sombra, um balanço e a menina a voar,
Decorados seus sonetos, suas poesias cantadas,
Pouco sabe ela que mordeu a isca,
Já maldosamente premeditada.
Aviso aos navegantes.
Fujam da pedra no caminho,
Fujam, antes que seja tarde,
Ser o que se mói e o moinho.
De preferência não leia nada,
Apenas observe ao longe,
Porque se te morde a praga,
De viver presa como um monge,
Sua tristeza será amar os poetas,
Amar loucamente a poesia,
E não tem mais jeito vira sangria,
O que te salva e também te mata em agonia!
Gláucia Carvalho
25.outubro.2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Urgência
Trovão, troveje!
Chuva, chova!
Morte, morra!
Amor, não demore!
Vida, clame!
Chama queime!
Eu? ame!
Gláucia Carvalho
13.outubro.2011
Chuva, chova!
Morte, morra!
Amor, não demore!
Vida, clame!
Chama queime!
Eu? ame!
Gláucia Carvalho
13.outubro.2011
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