Há um novo passarinho,
Que vem e volta pro seu ninho,
Cantando no meu pequeno pomar.
Eu ia perguntar ao meu pai:
- Quem ele é?
Agora,
- Quem vai me falar?
Certamente ele saberia, até mesmo imitaria.
Vovô e vovó também, meu Tio Dito se foi,
E com eles está na glória,
Vou interromper a minha história,
Sem saber do canto lá de fora?
Não, Não!
Perguntarei diretamente ao Criador,
Que faz as pazes com a dor,
Transforma o pranto em alegria,
A angústia em poesia,
E criou o passarim,
Do canto mais perfeito que já ouvi!
Nunca fui lá boa imitadora,
Exceto de algumas cantoras
E cantores com quem aprendi.
Meu pai me foi o primeiro,
Foi também o derradeiro,
Que me ensinou a cantar como "passarim"!
Sem nenhuma pretensão
A não ser ao dono de tudo devolver
O que se é, se canta, do nascente ao poente!
Vou seguir o exemplo dele,
Até ter asas e voar!
Para os braços de Quem me criou,
Que vem e não vai!
Já sei! Tenho a resposta do enigma!
Quem canta em meu ouvido é ele.
O meu lindo e amado pai!
Gláucia Carvalho
manhã de 20.12. 2014
(Singela homenagem ao meu paizinho, Onésimo Gomes da Silva, (07.04.1940 - 19.02.2015)
que criou asas e voou...)
Já há tempos escrevo num lugar ou outro, mtas vezes escondidos em gavetas,cadernos,guardanapos,coisas do meu dia-a-dia.Algumas pessoas que em algum momento se indentificaram comigo e acharam interessante eu tentar juntar tudo num lugar só acabaram por me convencer. Espero aqui dizer exatamente o q sou,como sou e como sonho que a vida seja para todos cheia de paz graça e muito humor.Minha frase de praxe é, muito sincera: um beijo n'alma de tantos quantos vierem aqui.Sempre, Gláucia
sábado, 21 de fevereiro de 2015
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Carmesim
Escrevo muito pouco eu sei.
Talvez o faça sem ver.
Talvez tenha publicado mil poesias
E no minuto seguinte prossigo em as esquecer.
Elas normalmente sangram demais
E estou esgotada de carmesim.
Ah que tanta dó eu tenho,
De ser quem habita em mim.
Gláucia Carvalho
02.12.2014
Talvez o faça sem ver.
Talvez tenha publicado mil poesias
E no minuto seguinte prossigo em as esquecer.
Elas normalmente sangram demais
E estou esgotada de carmesim.
Ah que tanta dó eu tenho,
De ser quem habita em mim.
Gláucia Carvalho
02.12.2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Raiar
Olhar um álbum antigo,
É como rever um amigo.
É como estar em um abrigo,
Da tempestade lá fora.
É estar aqui e agora,
Na certeza de que quem guarda é Deus.
A Ele pertencem todos os dias meus.
Olhar-se numa fotografia,
É ver que por mais que fria
E escura tenha sido a noite,
Seguramente o dia raiou.
A luz do sol me esquentou,
Como me aquece o sol da justiça,
São de Jesus as primícias de tudo que tenho e sou.
Olhar-me no espelho recentemente,
Faz-me brotar ardente,
Pelo muito que passei e no entanto,
Estou viva e consolada,
Guardada e amada,
Pelo Doce Espírito Santo!
Gláucia Carvalho
19.9.2014
É como rever um amigo.
É como estar em um abrigo,
Da tempestade lá fora.
É estar aqui e agora,
Na certeza de que quem guarda é Deus.
A Ele pertencem todos os dias meus.
Olhar-se numa fotografia,
É ver que por mais que fria
E escura tenha sido a noite,
Seguramente o dia raiou.
A luz do sol me esquentou,
Como me aquece o sol da justiça,
São de Jesus as primícias de tudo que tenho e sou.
Olhar-me no espelho recentemente,
Faz-me brotar ardente,
Pelo muito que passei e no entanto,
Estou viva e consolada,
Guardada e amada,
Pelo Doce Espírito Santo!
Gláucia Carvalho
19.9.2014
sábado, 6 de setembro de 2014
Palavras
Uma surpresa: curva.
Um pedido: chuva.
Uma palavra: perdão.
Uma fruta: maçã.
A saudade: irmã!
Gláucia Carvalho
11.11.2013
Um pedido: chuva.
Uma palavra: perdão.
Uma fruta: maçã.
A saudade: irmã!
Gláucia Carvalho
11.11.2013
domingo, 31 de agosto de 2014
Vida
Sonhe,
Solfeje,
Sol lá fora,
Surto embora,
Saciada a fome de agora.
Saia,
Sorria,
Segrede, se alegre,
Semeie,
Sacie, salgue, sacuda,
Segure, sane, acuda!
Saboreie,
Sereno...
Este tempo é pequeno,
Antes que cheguem maus dias,
E digas não tenho mais alegrias.
Solidário,
Solitário,
Silente,
Sóbrio,
Sôfrego,
Só!
Só!
Só!
Solfeje,
Sol lá fora,
Surto embora,
Saciada a fome de agora.
Saia,
Sorria,
Segrede, se alegre,
Semeie,
Sacie, salgue, sacuda,
Segure, sane, acuda!
Saboreie,
Sereno...
Este tempo é pequeno,
Antes que cheguem maus dias,
E digas não tenho mais alegrias.
Solidário,
Solitário,
Silente,
Sóbrio,
Sôfrego,
Só!
Só!
Só!
domingo, 10 de agosto de 2014
Infinito de Nada
Entre o que se sente e sonha,
Há o infinito.
Tudo é bonito e efêmero desde então...
Tudo é entre sim, entre não...
Absolutamente vazio e cheio de conteúdo,
Este é meu tudo.
Substâncias feitas de nada,
Transformadas passo a passo,
No meu compasso,
No meu ritmo,
Sou átomo, sou quartzo, sou um quarto perdido,
Neste mundo e o outro acolá.
Sou, sem estar.
Esta sou eu.
Sem partir nem ficar.
Gláucia Carvalho
10.08.2014
Há o infinito.
Tudo é bonito e efêmero desde então...
Tudo é entre sim, entre não...
Absolutamente vazio e cheio de conteúdo,
Este é meu tudo.
Substâncias feitas de nada,
Transformadas passo a passo,
No meu compasso,
No meu ritmo,
Sou átomo, sou quartzo, sou um quarto perdido,
Neste mundo e o outro acolá.
Sou, sem estar.
Esta sou eu.
Sem partir nem ficar.
Gláucia Carvalho
10.08.2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Eu e Ela
Ela é minha,
Eu sou dela.
Mesmo ela sendo amarela,
Da cor dos raios do sol.
Eu sou meio obscura,
Tenho as nuances da lua,
E tenho um medo do dia,
Como se minha alegria,
Fosse morrer de manhã.
Ela acorda feliz,
Recita uns versos e me encanta,
Eu no escuro a escuto,
A menina que enfim sabe as rimas,
Que conectam o meu coração.
Mesmo na manhã estranha,
Ela ordena aos céus uma chuva,
Pra que eu possa sorrir.
É estranho como o céu desaba,
Assim que ela manda cantando,
Os trovões já vão anunciando,
O que está por vir.
O dia escuro que amo,
A chuva que cai porque amo,
E ela quem manda e eu a amo,
Cada dia muito mais.
Por que eu sou dela e ela é minha.
É ela toda minha paz...
Gláucia Carvalho
23.07.2014
(Para minha filha Luísa. A Dona dos encantos meus...)
Eu sou dela.
Mesmo ela sendo amarela,
Da cor dos raios do sol.
Eu sou meio obscura,
Tenho as nuances da lua,
E tenho um medo do dia,
Como se minha alegria,
Fosse morrer de manhã.
Ela acorda feliz,
Recita uns versos e me encanta,
Eu no escuro a escuto,
A menina que enfim sabe as rimas,
Que conectam o meu coração.
Mesmo na manhã estranha,
Ela ordena aos céus uma chuva,
Pra que eu possa sorrir.
É estranho como o céu desaba,
Assim que ela manda cantando,
Os trovões já vão anunciando,
O que está por vir.
O dia escuro que amo,
A chuva que cai porque amo,
E ela quem manda e eu a amo,
Cada dia muito mais.
Por que eu sou dela e ela é minha.
É ela toda minha paz...
Gláucia Carvalho
23.07.2014
(Para minha filha Luísa. A Dona dos encantos meus...)
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